sábado, 1 de março de 2008




Pedro Grossi

domingo, 3 de fevereiro de 2008

The Mars Volta - The Bedlam In Goliath (2008)

Dá para confiar em alguém que, sem peias e na mesma tacada, solta Pink Floyd, Soft Machine, Nick Drake, Siouxie and The Banshees, Circle Jerks e Sugarcubes? Dá. E deveria ser quase obrigação cívica. Segue o novo disco dos desconstrutores do Mars Volta:

The Mars Volta - The Bedlam In Goliath (+Bonus Tracks)


1. Aberinkula
2. Metatron
3. Ilyena
4. Wax Simulacra
5. Goliath
6. Tourniquet Man
7. Cavalettas
8. Agadez
9. Askepios
10. Ouroboros
11. Soothsayer
12. Conjugal Burns
13. Pulled To Bits (Siouxsie And The Banshees Cover)*
14. Back Up Against The Wall (Circle Jerks Cover)*
15. Memories (The Soft Machine Cover)*
16. Things Behind The Sun (Nick Drake Cover)*
17. Birthday (Sugarcubes Cover)*
18. Candy And A Currant Bun (Pink Floyd Cover)*

Parte 1
Parte 2



Leonardo Rodrigues

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Finesse

Chique é ser inteligente, diria o clichê fashionista (na verdade marieclista). Sim, e não somente. Saber bem se vestir, relacionar, portar, falar; tudo isso conta pontos valorosos nos jogos de interação social. Mas antes, aprazia e lisura são essenciais.

Passei a noite de hoje assistindo a uma palestra sobre moda e comportamento, na abertura do Festival de Verão da UFMG, ministrada por ninguém menos que Glória Kalil. Namorar alguém especial é assim, antes de se dar conta você está sempre em situações e lugares especiais em que nunca imaginou estar.

Antecedida por abertura protocolar dos representantes da universidade - incluindo o reitor e a vice Heloísia Starling, esta de um domínio retórico de invejar os mais gabaritados profissionais da palavra - a autoridade da moda, com todo seu embasamento empírico/histórico, falou de identidade e civilidade.


Interessante até, mas nada próximo do carisma e atenção dispensada pela mulher. Elegância que após duas horas de palestra e muito menos que um copo d´água faz atender a todos que queriam uma foto, uma assinatura, um abraço ou apenas o prazer de estar por perto. Um por um, com o exato sorriso da foto acima. Distante dos estereótipos rasos propalados no universo antropofágico em que transita. Simplicidade, finesse é isso.



Leonardo Rodrigues

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Em quatro

Um disco: Enquanto os refletores ainda giram sobre a triunfal reunião do Led Zeppelin e as especulações sobre a viabilidade de uma turnê mundial, "Raising Sand" passa quase à meia luz. Trata-se do mais recente trabalho de Robert Plant, lançado em outubro último. Longe da Strange Sensation, banda que o acompanha desde o início da década, o dono dos cachos mais reluzente do rock une forças com a futura diva norte-americana do bluegrass Alison Kraus. O resultado, uma jóia de beleza rústica e bem acabada, com releituras de Tom Waits, Gene Clark e Townes Van Zandt; e que já contabiliza loas tecidas por crítica e público. Sem dúvida, um dos melhores álbuns do bom ano de 2007.


Um filme: Estranha mesmo é a sensação ao adentrar no requintado Shopping da Gávea, local de concorridas casas de teatro e point do elenco da Malhação, para assistir a algo como o autobiográfico La Faute à Fidel!” (“A culpa é do Fidel!”). Na película francesa, estréia de Julie Gravas na direção, a pequena Ana (Nina Kervel-Bey) se vê obrigada a abrir mão dos mimos de classe média parisiense quando os pais aderem à causa socialista. Ambientada no início dos anos 70, impossível não remeter ao olhar infantil sobre o desenrolar da história de produções como “Machuca” e “O Ano Que Meus Pais Saíram de Férias”. Mas aqui, de uma maneira mais branda. Com um humor que é suavemente construído através de um inusitado conflito entre pais de esquerda e uma filha nitidamente reacionária. Distorções capazes de furtar gargalhadas em ex-militantes que agora pagam 20 reais para abarrotar salas da Vivo com lugares marcados. Um filme sobre pessoas, como "Fidel" e eu gostamos.


Um livro: Sempre fui fã de biografias, e este é um filão que parece mais em alta do que nunca. Não li, mas fiquei curioso com “The Measure of a Man: A Spiritual Autobiography”, autobiografia de Sidney Poitier, ainda inédita no Brasil. Mesmo que incorra nos riscos óbvios de uma história crivada pelo próprio ponto de vista, Sidney definitivamente não é o tipo de homem que tenha algo a guardar. Da infância humilde nas Bahamas, passando pela frustração na primeira tentativa de entrar no showbusiness e a glória em romper barreiras raciais e se tornar o primeiro negro a receber um Oscar, por “Lilies Of The Field” ("Uma Vez Nas Sombras”), de 63. Editado em 2000, o livro recebeu nova edição no ano passado, marca do octagésimo aniversário do ator, diretor e ícone - além de um jantar de gala no “Ophra Winfrey Show”.


Um programa de TV: Nem Marta Suplicy, nem Penélope Nova. Nenhuma delas chega perto da sapiência e desenvoltura de Sue Johanson. Do alto de seus 77 anos, esta simpática senhora canadense comanda o "Talk Sex" ("Falando de Sexo"), exibido nos EUA pelo canal a cabo Oxygen e por aqui pela GNT. No programa, sem quaisquer papas na língua nem vulgarismos, Sue responde às dúvidas mais íntimas dos telespectadores. Didática, ela se vale de uma espirituosidade ímpar e dos mais variados aparatos e reproduções genitais. Tudo para que todos os “is” sejam devidamente pingados. Tem coisas que só o tempo ensina. Há mais de trinta e cinco anos ela trabalha como conselheira sexual, possui uma série de livros publicados e é dona da própria marca de “sex toy”, a “Talk Sex Royal Line”.



Leonardo Rodrigues

domingo, 27 de janeiro de 2008

Sorin



Ainda existe, em tempos de futebol 'profissional', amor à camisa. Abaixo reproduzo a carta em que Juan Pablo Sorin se despede do Cruzeiro depois do título da Sul-Minas de 2002.


Há quatro meses conquistamos a Copa Sul Minas. Há quatro meses fui embora do Cruzeiro. O texto abaixo escrevi para mim, porém, senti a necessidade de compartilhá-lo com vocês. Simplesmente para que saibam a importância que tudo isso tem na minha vida. Simplesmente para seguirmos juntos, apesar da distancia. Hoje, estréio em meu novo time. São muitas as expectativas e as vontades de sempre, mas esperando um dia retornar a minha segunda casa.


15:58 hs – Banderas en tu corazón (Bandeiras no teu coração).

Setenta e cinco mil caras esperando ver o Cruzeiro campeão. Saímos rodeados de mascotes e crianças, que nos acompanham sempre com um sorriso. Pegamos forte e corremos para o gramado. Uma olhada rápida, mãos para o alto e as primeiras emoções. Não é comum e é até anormal muitas camisas argentinas, celestes e brancas, no Brasil todas sentimentalmente distinguíveis. Chegam as placas de homenagem. Primeiro, do presidente. Depois, da Máfia Azul e logo uma camisa inesquecível com o meia dúzia nas costas, assinada por todos os funcionários do clube. A melhor homenagem, da cozinheira ao roupeiro, os encarregados da limpeza, até meus colegas, médicos, técnicos... Vale ouro! Vale mais suor, ainda! Sorteio a moeda da Fifa. Deu branco e ganhei. No segundo tempo, atacaremos junto ao grosso da nossa torcida. Antes de começar toca o hino brasileiro. Todos cantam e eu não. Procuro minha companheira e concentro-me em silêncio. Observo a torcida e na arquibancada há uma bandeira argentina. Que orgulho! Não posso acreditar. Onde estão meus amigos do bairro para contar-lhes? Jogam balões para os céus com meu rosto estampado numa bandeira vertical. É minha despedida, a parte da final. Contenho as lágrimas, soa o apito.

16h20 - Sarando as feridas

Meu Deus! Um choque forte, toco a sobrancelha. Sangue. Puta que pariu! De novo? Quarto corte na cabeça em dois anos e meio. Queria jogar e o juiz reserva "canarinho" disse-me que não! Quase pede minha substituição e disse-me que há muito sangue. Peço-lhe por favor. Hoje, não me deixes de fora, irmão! Ele não entende bem, mas me permite entrar e lá vou eu como um "papai smurf". Serão seis pontos no intervalo, 0 a 0, com uma bola na trave e um susto forte.


17h40 - Oh meu pai, eu sou Cruzeiro meu pai...

Tira a camisa! Tira a camisa! Parece uma bola perdida, mas sei que o Ruy vai ganhá-la. O "cabeção," meu amigo e parceiro de quarto, vai tocá-la por um lado e buscá-la pelo outro (fez uma gaúcha, berra o locutor). Entra na área e só rola para trás. Não sei o que faço aí, a não ser confiar nele. Não sei o que faço senão ir além do sonho da despedida e não há tempo para pensar. Com três dedos e meio esquisitos de prima, com a sempre canhota bendita e a rede se mexe, é o mundo que explode, vem o delírio, a festa... Não pode ser real. As cabecinhas que pulam descontroladas, a camisa voando na mão e um grito eterno, inesquecível, uma dança especial.


17h55 - Ah, eu tô maluco!

Bicampeão!Faltam segundos e não existe sensação comparável como a de ser campeão. Nos olhamos cúmplices com o Cris e rimos da conquista depois do esforço. Somos irmãos, somos um punhado azul de raça inquebrantável, enquanto o pessoal na arquibancada baila, grita, goza e por fim estoura com o final. Escuta-se um estrondo inconfundível. Um abraço, dois, um milhão, a correria perdida, louca, entre pulos, festejos com cada companheiro, Toninho, Valdir, Tita e Bolinha, todos malucos. De repente um cara me leva nas costas e damos a volta olímpica. Não quero que isso termine e penso se pudesse parar o tempo nesse instante, mas não posso. E aí, vou dando-me conta que também é o final para mim, que estou indo embora do meu time, da minha cidade, da minha gente. Então, vem a enorme emoção e comemoro como sempre, desenfreado, sem limites, como se fosse a última vez. Comemoro e cumprimento cada canto do maravilhoso Mineirão. Despeço-me e quero abraçar a todos. Quero que dêem a volta conosco, quero dizer-lhes que eles não sabem como necessitamos de todos aqui dentro. Vejo as faixas e ainda não acredito. Vejo os rostos de alegria e até hoje nada sai da minha mente. Depois de tudo, a surpresa com a presença de minha mãe exatamente no Dia das Mães e é impossível não chorar. Finalmente, recebo a Copa tão desejada. É bonito ser capitão. É grandioso ser capitão do Cruzeiro e ser campeão. Levantamos a taça, desfrutamos e saímos a oferecer aos milhares que estavam por todas as partes até o cansaço. Imagino Minas. Imagino Belo Horizonte. Tudo se acaba e não podia ser tão perfeito. Será que sonhei?Nem um sonho seria tão incrível. Estou partindo e pensando se algum outro dia serei tão feliz!


Juan Pablo Sorin



Pedro Grossi

domingo, 20 de janeiro de 2008

Notas de interesse médio

Há 25 anos morria Garrincha. Uma espécie de Macunaíma do futebol brasileiro: um anti-herói feio, torto e desingoçado; mais brasileiro impossível. A habilidade dentro de campo era assustadora, fora dele foi presa fácil. O álcool tirou sua vida e sua chance de disputar o trono mundial do esporte. Em vez disso, jaz abandonado em algum túmulo do subúrbio carioca sem nenhuma das honrarias que não seriam o bastante para reverenciar sua arte.

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A chapada gaúcha e as cataratas de Foz do Iguaçu serão cenário do próximo filme do Indiana Jones - Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Ainda não se sabe o que o personagem de Steven Spielberg vai fazer no Brasil, mas foi filmado um bote - vazio - caindo das cataratas para que, possivelmente, Harrison Ford, que não veio para as filmagens, seja inserido digitalmente na pós-produção.

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Pelo andar da carruagem, a chifruda número 1 da América será a representante do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos. Hillary venceu as prévias no estado de Nevada. Na 'super-terça', no próximo dia 5 de fevereiro, mais 20 estados devem realizar as prévias. Quem vencer a disputa entre Obama e Hillary tem grandes chances de se mudar pra Casa Branca, já que os candidatos do partido republicano são pouco carismáticos e o país clama por uma renovação depois de dois mandatos desastrosos de Bush filho. Resumo da ópera: Provavelmente ou uma mulher ou um negro filho de quenianos e neto de muçulmanos (e que tem o sobrenome Hussein) herdarão o Império (em recessão) americano.

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Há muito que o carnaval carioca financia ou bicheiros ou traficantes. Além disso, os enredos não passam de propagandas de governos ou prefeituras que pagam para terem sua epopéia contada. Tudo endossado pela grande mídia e porque não dizer pelo governo. É a prefeitura de Recife, por exemplo, que está bancando parte do carnaval da Mangueira, escola que está sendo investigada por facilitar - e comandar - o tráfico de drogas no homônimo morro onde a escola se localiza. Não precisa ser investigador de polícia pra saber que os tempos românticos de Cartola não existem mais. É claro que isso não é exclusividade da Mangueira. Quem não se lembra que o presidente da Beija-Flor (minha escola da infância) foi um dos presos na megaoperação da polícia federal feita no começo de 2007 que caçou os graúdos da máfia dos caça-níqueis e que foi inclusive acusade de comprar o título do carnaval?

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A diferença entre a extrema direita e a extrema esquerda é só o tamanho do bigode.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Um sonho de liberdade

A idéia de abandonar tudo (as regras sociais, as pressões por sucesso e resultado, o futuro seguro) a mim sempre soou bem. Acho inclusive que esse deveria ser um rito de passagem da nossa sociedade: Viver isolado por dois anos extraindo da terra todo o necessário à sobrevivência em um processo de auto-conhecimento e auto-aperfeiçoamento. Se isso de fato fosse uma realidade imagino que eu e a maioria de nós sucumbiria antes que a terra desse a segunda volta no sol. A evolução nesse quesito é falha: selecionou os mais inaptos, sedentários e preguiçosos. O ser humano, topo da cadeia alimentar, é, em geral, incapaz de ligar um fogão sem acendedor automático, o que dirá viver uma vida selvagem de privações.

Minha jornada solitária para os recônditos da alma e para as entranhas da mãe natureza sempre foi adiada por motivos banais e tolos: um CD recém lançado, um filme em cartaz ou o time do coração disputando uma partida de importânica média. Sou um perfeito idiota, típico protótipo terceiromundano dependente dos subprodutos da extração de minério de ferro, resultado de anos de lixo cultural despejados em um fogo aventureiro cada vez mais brando. Meu sonho de redenção ainda não morreu, no entanto. É um desejo real, mas distante, como conhecer o museu do Louvre ou passar uma temporada em Praga.

Toda essa introdução autobiográfica apenas pra dizer que um pouco da minha fome por liberdade foi saciada com a história de Chris McCandless, contada no livro "Na natureza selvagem" (Into the wild) do jornalista norte-americano Jon Krakauer, leitura que recomendo veementemente.

Vamos à sinopse: Chris era um jovem brilhante e bem nascido. Aluno exemplar do curso de direito da faculdade Emory, do Estado da Virgínia e filho de um respeitado cientista da NASA. Um futuro sem percalços nem contratempos se desenhava em linhas firmes. No entanto, essa era a vida da qual Chris sempre fugira. O ideal revolucionário, hippie ou beatnik que em nós se manifesta em atitudes autodestrutivas ou efetivamente nulas de significado , em Chris se canalizou em isolamento e contemplação, na velha máxima de que a primeira revolução é a interna. Sua jornada não tinha data para acabar nem planos de se transformar em best seller. Suas motivações foram pueris e corriqueiras. A personificação da ingenuiade e inocência que todos nós tivemos um dia fez com que sua vida se tornasse ela mesma um romance de alcance universal. Uma história que se não fosse resgatada por Krakauer estaria perdida pra sempre nos confins do Alasca.

Depois da formatura, Chris avisa à família que vai sair em uma viagem. Os 24 mil dólares que tinha na poupança são doados a uma instiuição de caridade, assim como a maioria dos seus pertences. O carro é deixado meio à contragosto na estrada e acaba nas mãos de sortudos guardas florestais. De carona pelos Estados Unidos, Chris vai em direção ao seu derradeiro objetivo: o Alasca. Arrumando empregos temporários e construindo grandes amizades pela estrada, ele vai seguindo seu caminho. Um vagabundo eremita anti-social simpático e inteligente como poucas vezes se viu perambulando pelas estradas norte-americanas. O nome já não era mais Chris McCandlles, mas Alex Supertramp, um sujeito orgulhoso da sua independência material e da sua comunhão com a natureza. A aventura filosófica acabou dois anos depois em um ônibus abandonado no que outrora havia sido um esboço de estrada. Seu corpo foi encontrado em decomposição dentro do saco de dormir dias depois da sua morte. As conclusões precipitadas e simplistas logo reproduziram um jovem incoseqüente e arrogante que teve o fim que merecia, mas a reportagem minunciosa de Jon Krakauer revela a real história de alguém que teve a coragem de buscar seu sonhos em vez de deixá-los morrer por inanição.

Quando terminei de ler o livro fiquei obcecado com a idéia de fazer um filme sobre a viagem de Chris, mas felizmente alguém com mais iniciativa, dinheiro e uma rede de contatos mais eficiente que a minha também teve essa idéia. Foram quase 10 anos de luta para transformar o best seller, que ficou 130 semanas na lista de mais vendidos do The New York Times, em filme. Sean Penn escreveu e dirigiu Into the wild, lançado em setembro nos Estados Unidos e que deve sair no Brasil em fevereiro de 2008. Para fazer o longa, Sean Penn fez questão de usar como locação exatamente os mesmo lugares por onde Chris passou durante sua viagem. A trilha original foi quase toda composta e interpretada por Eddie Vedder e o diretor de fotografia é o mesmo que trabalhou em Diários de Motocicleta. Um dos grandes lançamentos de 2008.

Pedro Grossi